16 de ago de 2011

Na onda da tecnologia um grande varejista se confunde com tanta inovação

Olá Pessoal,


Hoje eu me inspirei para falar de um player do varejo que fez uma ação de marketing meio confusa para o cliente.

Na ânsia de criar, não sei se por observarem diversas inovações ao redor do mundo, fizeram um projeto que deixou um pouco a desejar.

Vamos malhar o Judas???

Conforme a definição existem dois tipos de tecnologia frequentemente utilizadas no varejo atual. O QR Code e a Realidade Aumentada.
QR Code: é um código de barras em 2D que pode ser facilmente escaneado usando qualquer celular moderno ou computador. Esse código vai ser convertido em uma pedaço de texto (interativo) e/ou um link que o celular computador os identifica. 

Realidade Aumentada: é um ambiente que envolve tanto realidade virtual como elementos do mundo real, criando um ambiente misto em tempo real. Por exemplo, um usuário da RA pode utilizar óculos translúcidos, e através destes, ele poderia ver o mundo real, bem como imagens geradas por computador projetadas no mundo.

Neste contexto nota -se clara diferença nas definições de ambas tecnologias.

Veja esse post de realidade aumentada: http://bit.ly/o0rF21

Quando tratamos de um caso de inovação para o varejo por exemplo temos que pensar no engajamento do consumidor como fator de influência para uma possível conversão de vendas. Ou seja não adianta inovar sem um objetivo específico. Só para inglês ver? Eu não considero que esse seja a real finalidade de gastar tempo, planejamento, recursos apenas para dizer que fez algo inovador.

Estudo de caso

Varejista inova sem intenção na conversão do cliente?

Sim, acontece.


Sugiro que faça essas perguntas antes de implantar qualquer processo de inovação na sua empresa.

Qual a finalidade?

Trará conversão?

Trará engajamento?

Veja o catálogo e tire as conclusões:



Esta é a parte onde aparece o código, esta revista foi publicada este ano e possui distribuição em lojas e por mala direta.

Reparem na estratégia: Este código deve ser escaneado no site www.polishop.com.br/aumentada.


Para qual finalidade? Sim, está escrito. Veja o vídeo do produto. O que você espera de um cliente que recebe o catálogo em sua residência, se depara com essa informação, liga o computador, a internet, acessa o site, liga a web cam e em sua grande expectativa, o cliente se depara com um vídeo do produto do youtube. Inovador? Fantástico?


Se eu soubesse que era para ver apenas um vídeo, tinha acessado apenas o site. Não era mais fácil?

Trouxe conversão? Será?

O que levaria um cliente seguir todo esse ritual a não ser interesse pelo produto? Ah não, nada demais. As pessoas tem tempo sobrando para seguir tantos processos para ver apenas um vídeo sim. Acho que deve ser isso que passou pela cabeça do desenvolvedor do projeto.

E se nesse caso, aproveitássemos toda essa expectativa que o cliente gerou de seguir o ritual e ao acessar o site ele se deparasse com uma promoção relãmpago do produto? Com uma porcentagem de desconto em relação ao preço praticado pelo catálogo e um relógio descrescente informando um tempo para a promoção acabar??

Será que haveria conversão???

Acredito que haveria uma grande possibilidade da resposta ser sim.

Tirem suas conclusões.


Fonte:Wikipedia